Eu começaria o texto com “Leitores, vocês estão bem? Espero que sim, porque eu tô puta.”. Mas não sou a Sbaile (que, por sinal, não deve nem ter ideia da minha existência), não me interessa se vocês estão bem afinal, ainda creio que este é um blog de nenhum leitor. Logo, não tem ninguém pra eu perguntar se está tudo bem ou não, não to puta e não posso usar uma frase que não é minha.
- Mas a Sbaile não registrou a frase. Qual é o problema?
Bem, queridos e inexistentes leitores, a Sbaile não registrou a frase, não. Mas gosto do jeito com que ela escreve e não faria isso. Mesmo que ela não saiba da minha existência, nem tenha registrado a frase. Pois é.
- Então por que você continua escrevendo como ela?
Eu não escrevo (sempre) como ela. Só tenho a péssima mania de me apropriar de coisas que parecem legais, como sotaques e afins. Mas… esta não era a pergunta que vocês, leitores imaginários, deveriam ter feito. A pergunta certa é: “como assim, não tá puta?”.
Bem, não to puta porque acordei de “bom humor”.
*wondering: o céu é lindo, o mar é lindo, a Bahia é linda, Caetano é lindo.*
O que significa que to numa fase de hipomania e logo, logo, vou ter outra crise de depressão.
- E o que a gente tem a ver com isso?
Nada, leitores, nada. Aliás, o que vocês estão fazendo aqui?
*pausa dramática*
Só comentei porque é bom saber como lidar com alguém que está passando pela euforia do TAB.
- É pra ficar com medo?
É. Eu vou ficar, por mais um tempo, irritada, raivosa, descontrolada.
*Ai, que é isso? Elas estão descontroladas!*
E posso morder, arranhar, agarrar estranhos na rua, jurar que to ouvindo coisas, me entupir de dorgas…
Ok, nem tanto. Mas quase isso.
Aí, do mesmo jeito que quando você acha que o mundo vai acabar em cachaça, vem a ressaca moral - que é a etapa emo do negócio.
- Mas você não pode fazer nada?
Não. Não porque estou sem meus remédios. Já contei pra vocês que, pra falar com a minha psi, preciso passar por uma assistente social? Então. E eu trabalho o dia todo e a maldita da mulher só recebe a ala psiquiátrica da clínica às terças e quintas, das 08:00 às 11:00. Por isso estou sem o meu precioso, há 1 mês, alguns dias e um tanto de horas. Como se não bastasse, a toupeira que vos escreve resolveu parar de tomar o negócio por conta própria. Deu merda, lógico.
Mas nem tudo está perdido. Por isso, estou escrevendo um manual para familiares e amigos, entitulado: “Como saber se está na hora da camisa de força?”. Nele vocês vão aprender a distinguir as fases do TAB, quando vai ser preciso dopar o ser endiabrado em questão, qual é o momento certo de “entregar para deus” e muito mais.
Acompanhem.
PS: Este é um blog autobiográfico de ficção. Qualquer semelhança com a realidade terá sido proposital, embora não haja nenhuma garantia sobre a veracidade das informações aqui contidas.
Levar esses textos a sério causa impotência sexual.
E essa frase é da Natália, viu?